As máquinas inteligentes

ikey-ex-multitap-landscapeQuem se interessa pela evolução da internet (podem ler o que escrevi sobre a web 2.0 aqui e acolá), sabe que existem várias teorias sobre como será (ou é) a web 3.0 e web 4.0, nem sempre coincidentes entre si. No entanto, muitos denominam a web 4.0 de web inteligente. Se tivéssemos de reduzir as diferentes teorias sobre os 4 tipos de web a uma palavra para cada uma, poder-se-ia optar por:
– 1.0: informação
– 2.0: pessoas
– 3.0: conhecimento
– 4.0: inteligência

E, quando os agentes web conhecerem, aprenderem e argumentarem como os seres humanos (as teorias apontam a década 2020-30 como a implementação generalizada da web.40), não teremos dúvidas que estaremos perante um conceito que já há muito conhecemos, o da inteligência artificial.

Todos nós, que nos expusemos à ficção científica em tenra idade, temos vindo a nos deliciar nos últimos anos com atividades e produtos tecnológicos. Sim, os fãs da série Star Trek felizmente não depararam com as Guerras Eugénicas em plenos anos 90 e os fãs do Space 1999 não viram a lua desaparecer da órbita da terra, mas cada vez mais não só os gadgets se assemelham mais ao que antes não passava do imaginário, como os aparelhos do dia-a-dia (televisões, telemóveis, tablets, máquinas fotográficas, consolas de jogos, leitores de música…) se vão tornando cada vez mais fieis ao que antes não passa de teorias de adultos e sonhos de crianças. Por outro lado, todos os receios relativos à revolta das máquinas da FC não nos têm importunado…

Seja como for, a inteligência das máquinas ainda pode ser colocada em causa. Ontem, recebi um SMS onde em vez de blogspot aparecia um conjunto de letras sem sentido. Provavelmente, todos nós já recebemos mensagens assim, causadas pela texto previsível (T9), por vezes denominada de escrita inteligente. Teve origem em escrevermos textos nos telemóveis com 9 teclas, o que se pode revelar algo longo (tal como vos poderia afirmar o Hans, o cavalo inteligente do início do século passado). Nesse sentido, um algoritmo propõe várias palavras consoante as combinações de teclas que premimos. Claro que é necessário estarmos atentos, pois nem sempre a palavra que queremos escrever é a mais comum, logo a primeira a ser proposta pela máquina. Mas aos poucos, vamos facilitando, dado normalmente correr bem e não nos preocuparmos em demasia em rever várias vezes o texto de um SMS que se envia.

Tal como nos erros datilográficos facilmente se adivinhava qual o tipo te teclado da máquina de escrever em causa (se conhecermos os diferentes tipos de teclados, como HCESAR, AZERT ou QWERTY), por intuitivamente sabermos que letra estava ao lado daquela que foi afinal premida, a nossa mente rapidamente se adaptou ao T9. Apenas se tem de conhecer quais as letras comuns em cada uma das 9 teclas. Deste movo, “basta” pode ser facilmente substituída por “carta” (teclas: 22782).

Hoje em dia, essa tarefa tornou-se um pouco mais difícil com os teclados completos touch no écran dos telemóveis. Teremos que decifrar estes erros com base nos erros datilográficos de um teclado QWERTY e o algoritmo da escrita inteligente em conjunto com o tamanho do écran, que influenciará certamente os erros praticados pelo touch. Mqs chwgaremps lá, sem dúbida!

NPS

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