O Escafandro e a Borboleta

Bauby

Uma vítima do locked-in syndrom que através de sinais do único olho que conseguia mover comunicava com o exterior. Através desses sinais escreveu um livro, mais tarde adaptado ao cinema O Escafandro e a Borboleta onde narrou a vivência da sua doença, um novo quotidiano, ao mesmo tempo que pedaços da sua vida vão aflorando numa história brutalmente interrompida pelo acidente.

«Gosto muito das letras do meu alfabeto. À noite, quando está demasiado escuro e o único sinal de vida é um pequeno ponto vermelho, a luzinha da televisão, vogais e consoantes dançam para mim uma farândola de Charles Trenet: De Venise, ville exquise, j’ai gardé le doux souvenir. De mãos dadas, atravessam o quarto, dão a volta a cama, avançam ao longo da janela, serpenteiam pela parede, vão até à porta e saem para dar uma volta.»

(O Escafandro e a Borboleta de Jean-Dominique Bauby, Lisboa, Livros do Brasil).

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