Mosteiro de Tibães

tib2111bConheci o mosteiro estava ainda, quase, completamente em ruínas. Apenas a igreja e um claustro imediatamente contíguo estavam minimamente conservados. Da igreja, impressionou-me o recuo das torres sineiras relativamente à fachada.

Para mim foi uma aventura partir à descoberta das ruínas, entre pisos a abatter e zonas devastadas pelos incêndios. O mosteiro possui uma cerca com floresta própria e outros dispositivos. Refiro-me a uma escadaria, uma fonte, uma capela no cimo do monte e um aqueduto – na maior parte subterrâneo. O lago que alimenta o sistema passou a ser um lugar de eleição com o seu silêncio e as suas sombras. A entrada do reservatório é marcada por duas árvores plantadas aquando da inauguração do sistema – tendo por isso mais dois séculos.

Ao longo dos anos fui assistindo ao restauro de vários espaços de Tibães – outrora sede da Ordem Beneditina de todo o mundo português. Fui  a concertos na Sala do Capítulo e nos claustros. Frequentei diversas exposições de fotografia.

É um lugar que me faz bem.

(imagem obtida aqui)

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