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Esta notícia saiu na NM de há 3 domingos atrás. Resolvi fotografá-la pois está a falar da diminuição da despesa das famílias com a alimentação. Do ponto de vista do consumidor, seria uma boa notícia se a interpretássemos como uma baixa de preços para a mesma quantidade de alimentos. Mas dada a conjuntura atual de crise, o consumidor intrepreta como estando a comprar menos quantidade de alimentos com o mesmo dinheiro, e neste caso o alarme surge porque até está a gastar menos dinheiro, ou seja, está a comprar muito menos alimentos. Nesta sequência, pensando que estamos a lidar com médias e que os dados são de 2009, altura em que a crise ainda estava a começar…

O que fazer com notícias destas? Os dados andam desfasados. Sabemos de fatos com 4 anos de atraso. Como estará o peso relativo da alimentação na despesa das famílias em 2013? A taxa de esforço das famílias com a alimentação? Que consequências tem nas escolhas alimentares? E na saúde?

O que vemos todos os dias em consulta, leva-nos a ter certeza de que a situação está a ser dramática para a perceção das famílias, mas uma oportunidade para a saúde. Sim, é possível comer de forma saudável gastando menos. Se em vez de refrigerantes se beber água, gasta-se menos e é mais saudável. Se mais de um terço das crianças bebe ao almoço e jantar refrigerantes, é fácil fazer contas à conta de fim do mês e comparar com a despesa da água! E se deixarem de comprar gomas? Não será mais saudável ?

Em 2011, a Associação Portuguesa dos Nutricionistas com o Instituto do Consumidor e a Gulbenkian, produziram uns spots mostrando refeições a 1 euro:

Comer bem é mais barato

Dc 2013

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