Películas dezembristas

Como prometido, cá está um pequeno retrato dos filmes a que assisti em dezembro. Após tantos e bons filmes no mês anterior, era natural que o equilíbrio se fizesse manifestar e a balança pendesse  no sentido contrário. Por outro lado, o mês natalício parece ter-me permitido incarnar toda a tolerância quanto a filmes familiares, quando olho para alguns dos títulos vistos, em particular com a chancela Disney. Muitas curtas de animação foram também visionadas, mas abordá-las-ei num texto futuro para que esta entrada não se torne demasiado longa. Não havendo nada que eu pudesse propriamente destacar, há pelo menos algumas menções honrosas.

1) MENÇÕES HONROSAS:

O Pequeno Monstro (1984) de Joe Dante  acabou por se tornar popular no nosso país pelo seu nome original, Gremlins. Esta comédia negra com alguns elementos de terror faz parte da lista de universos com que cresci. Ao revê-la, apercebi-me que envelheceu relativamente bem, podendo ainda ser bem apreciada por um público mais exigente quanto a efeitos especiais.

Cherish (2002) de Finn Taylor é uma surpresa. E das boas! Nada daquilo a que se normalmente se tem acesso – sinopse, poster ou mesmo trailer – nos prepara para um filme que tenta – e consegue – ser também visto como arte. A realização, fotografia e música – esta repleta de temas dos anos 80 – mostram-nos, desde o início do filme, que talvez o espetador não vá assistir a uma mera comediazinha. E é verdade!

A Cruz da Minha Vida (1952), o primeiro filme do realizador Daniel Mann, é a adaptação cinematográfica da peça homónima que se estreara dois anos antes, em que a protagonista da peça desempenha o mesmo papel no filme. Neste filme dos anos 50,aborda-se o alcoolismo, o sexo e a família, numa perspetiva que, ainda hoje, torna interessante a sua visualização, com especial destaque para a dinâmica entre as personagens.

2) LISTAGENS DE INDIFERENÇA:

Entre versões de filmes previamente vistos e sequelas, assim é composta esta lista:

“Gostei mas não tanto assim” de:
Millenium 1 – Os Homens que Odeiam as Mulheres (2011) de David Fincher;
Tom e Jerry e o Feiticeiro de Oz (2011) de Spike Brandt;
Gremlins 2: A Nova Geração (1990) de Joe Dante.

E “quase, quase que não gostava” de:
Tom e Jerry: Robin dos Bosques e o Seu Fiel Companheiro (2012) de  Spike Brandt e Tony Cervone;
A Princesa Sofia (2012) de Jamie Mitchell;
Os Jogos do Vale das Fadas (2011) de Bradley Raymond;
Alvin e os Esquilos 3: Naufragados (2011) de Mike Mitchell.

3) A EVITAR

Eis quatro filmes Disney ditos familiares, com um dos personagens da minha infância, o carocha Herbie, como protagonista num deles.

Três Bruxas Loucas (1993) de Kenny Ortega;
O Chupeta (2005) de Adam Shankman;
Guarda-Costas, Ama-Seca (1996) de David M. Evans;
Herbie: Prego a Fundo (2005) de Angela Robinson.

4) DE FUGIR A SETE PÉS

Mais um filme Disney, inspirado numa atração dos parques temáticos.

As Aventuras de Beary, O Ursinho (2002) de Peter Hastings.

NPS

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