Coleção Cherub

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12 livros que têm feito as delícias do meu filho mais velho nos últimos 5 anos. Desde os seus 10 anos quando lhe ofertaram “O Recruta”, o primeiro título da coleção que ele leu no próprio dia do aniversário, que tem acompanhado cada novo título que sai. Sempre com a mesma vontade de ler as estórias, tenho que dizer que este autor – Robert Muchamore, conseguiu cativar os adolescentes e jovens. Os heróis vão ficando mais velhos e nestas duas últimas estórias temos novos heróis com a iclusão dos antigos em flash back ou já como monitores.

Tem sido engraçado, como mãe, verificar como o autor re-inventa estórias à volta da situação insólita dos espiões infantis, que para todos os efeitos: NÃO EXISTEM.

Adolescentes gostam da fantasia e da ambiguidade de pensar que apesar de não existirem, existem em potencial, e existem na sua imaginação.

Os temas são atuais e posso mesmo dizer que são muito “crús”. Penso mesmo que todos os títulos devem ser acompanhados de conversas profundas com os pais. Temas como furtos, violência gratuita, vandalismo, drogas, escravatura humana e tráfico de pessoas, gangues e rituais, seitas e dependências psicológicas de gurus, entre outros, não podem ficar apenas na esfera da leitura individual dos jovens.

À custa destes livros, temos tido conversas interessantíssimas em família e que permitem abordar outros assuntos consequentes. O “Républica Popular” trata, como de costume nesta coleção, duas estórias diferentes – uma uma corporação que trafica bens no mercado negro, incluindo armas e o recrutamento de uma espia infantil, vítima de tráfico humano da China para Inglaterra. Realidades ficcionadas que levam os adolescentes a refletir sobre uma realidade distinta da sua, enquanto faz pensar que, como no livro se diz ” a vida dos outros continua na sua rotina normal, enquanto a minha está de voltas para o ar…! Como é?

Os adolescentes podem estar conscientes da loucura humana e esta não lhes diz nada e continuam a comprar produtos do mercado negro, ou sim, estão preocupados com o mundo e passam a comprar produtos nacionais?

Ou pensavam vocês que os livros são política e economicamente inocentes?

DC 2013

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