Filmes de início de outono

Ao contrário do mês passado, em outubro não tive a sorte de ser contemplado nas minhas escolhas com filmes pelos quais sinta alguma espécie de adoração. No entanto, há direito a 6 menções honrosas. Sem direito a destaques, passemos então de imediato àquelas:

1) MENÇÕES HONROSAS

Cole (2009) do canadiano Carl Bessai é um filme independente passado no interior da Colômbia Britânica. É um retrato cru de um Canadá rural, repleto de problemas e parco em esperança. O curso de escrita criativa na universidade parece ser uma solução para Cole. Essa decisão causa grandes consequências não só na sua vida, como no seio da sua família e no seu grupo de amizades. A honestidade do registo torna-se hipnotizante…

A edição diamante em blu-ray da Cinderela / A Gata Borralheira (1950) dos estúdios Disney, realizada por Clyde Geronimi, Wilfred Jackson e Hamilton Luske foi a desculpa perfeita para ver este clássico intemporal.

Aproveitei também para rever Atlântida: O Continente Perdido (2001) dos mesmos estúdios, realizado por Gary Trousdale e Kirk Wise. Continuo a gostar desta animação de ficção científica em estilo steampunk. Apesar de ter sido um flop, tem vindo a desenvolver um culto de seguidores, eventualmente, em parte, graças à contribuição de Mike Mignola para a arte do filme.

Gostei dos caminhos que Ridley Scott (2012) traçou em Prometheus, a prequela de Alien, mais concretamente na exploração da demanda do propósito para a existência da espécie humana. Obviamente, tudo é relegado para um plano menor pelas cenas de ficção científica ou suspense (terror?). Mas fica a intenção, apesar de provavelmente nenhum filme a vir a explorar tão bem essa questão quanto a obra-prima 2001: Odisseia no Espaço. É interessante também ver a actriz sueca Noomi Rapace num papel distinto do que nos habituou na trilogia Millennium

Já tinha lido o livro infantil homónimo de José Saramago. A curta-metragem de animação espanhola de A Maior Flor do Mundo (2007) de Juan Pablo Etcheverry é igualmente interessante e conta com o bónus do narrador ser o próprio Saramago.

Outra curta-metragem de puro entretenimento é Entrelaçados para Sempre (2012) de Nathan Greno e Byron Howard, que regresso ao universo Disney de Rapunzel, mais concretamente ao seu dia de casamento.

2) LISTAGENS DE INDIFERENÇA

E eis a lista dos filmes que poderia ser simplesmente intitulada “gostei mas não tanto assim”, a qual foi considerável. Dela constam sequelas que perdem por comparação com as obras originais, filmes revisitados que perderam o encantamento da primeira visualização ou as malfadadas expectativas goradas, originadas pelo locus externo (vulgo hype) ou interno.

Antes do Anoitecer (2004) de Richard Linklater;
John Carter (2011) de Andrew Stanton;
Cinderela III: Reviravolta no Tempo (2007) de Frank Nissen;
Os Crimes dos Rios de Púrpura (2000) de Mathieu Kassovitz;
Os Piratas! (2012) de Peter Lord e Jeff Newitt;
Sombras na Escuridão (2012) de Tim Burton;
The Girl who Hated Books (2006) de Jo Meuris.

E “quase, quase que não gostava” de:
Os Anjos do Apocalipse (2004) de Olivier Dahan.

3) A EVITAR:

Infelizmente, alguns filmes teimam em não me interessar. Não gostei de:

Scooby-Doo! Legend of the Phantosaur (2011) de Ethan Spaulding;
Cinderela II: Os Sonhos Tornam-se Realidade (2002) de John Kafka.

Para piorar, não encontrei nada que me interessasse em:

Vingança Brutal (2008) de Steven Kastrissios;
Atlântida – O Regresso de Milo (2003) de Victor Cook, Toby Shelton e Tad Stones.

E amaldiçoei o tempo (felizmente pouco) que dediquei a visionar a curta-metragem:

So You Want to Be a Pirate! (2012) dos estúdios Aardman.

NPS

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