O lanche do senhor verde

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O trabalho do artista surrealista belga René Magritte tem-se revelado ser de tão agrado do público em geral que têm sido inúmeras as adaptações em anúncios, posters, capas de livros e discos, entre outros. Por outro lado, os docentes têm vindo a utilizar o seu trabalho com os mais variados objetivos entre os seus alunos. No ano passado, no último ano do jardim-de-infância, o meu filho, bem como os seus colegas, fez uma bonita reprodução da obra Le fils de l’homme, cujo detalhe pode ser visto no destaque deste artigo.

Numa livraria, quando os meus olhos encontraram O Lanche do Senhor Verde do espanhol Javier Sáez Castán, interroguei-me se seria uma boa prenda para os filhotes. Sem querer tirar nenhum mérito ao premiado livro O animalário universal do Professor Revillod de Miguel Murugarren & Javier Sáez Castán, única obra que eu já possuía de Sáez Castán, a mesma não se encontra entre os meus livros favoritos.

Não estava equivocado quanto às minhas primeiras impressões. Não é necessário folhear muitas páginas para nos apercebermos rapidamente da referência explícita a Magritte em toda a obra, não só a nível das personagens como da cor e técnica. Tendo as ilustrações originais sido pintadas a óleo sobre placas de madeira e ocupando a totalidade das generosas dimensões das páginas, as mesmas encantam crianças e adultos, escondendo-se inúmeros pormenores que escapariam a uma leitura apressada.

Este livro é para ser saboreado pouco a pouco, demorando-nos em cada ilustração. Como consequência temos uma experiência tão deliciosa quanto presumimos que seja o lanche que comemora a descoberta do mundo multicolor.

NPS

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