Desencontros na esplanada

Desencontros na esplanada tem um lugar especial no meu mundo literário. Foi a minha primeira crónica a ser publicada num jornal de grande tiragem, o JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias. Dada a boa recetividade pelo público e a crítica que teve a amabilidade de lhe dedicar algumas linhas, impulsionou-me a escrever mais desencontros, que vieram a ser publicadas em diversos números do jornal da minha faculdade, na altura intitulado Reverso. Esta estratégia não só me permitia ter um acesso privilegiado à opinião dos colegas sobre a minha escrita e as experimentações que ia realizando a nível de estilo e conteúdo mas também me disciplinava a concretizar o que a criatividade vagamente sugeria.

Volvidos mais de 20 anos sobre a sua publicação, Desencontros na esplanada é-me naturalmente agridoce. Parece ser da natureza humana a permanente insatisfação com aquilo que se cria, especialmente quando revisitado muito tempo depois. De qualquer modo, reconheço-lhe traços que viriam a ser padrão de muitos dos outros desencontros, como as dicotomias ficção/realidade, comédia/tragédia e vivência/reflexão.

Pode (re)ler este exercício solitário da escrita aqui.

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