Vinho ou novela ? Mkt e companhia …

Gosto muito de Marketing…

Isto de adequar um produto às necessidades e expetativas do consumidor tem muito que se diga!

O uso de um nome, uma ideia, um conceito e as associações esperadas na mente humana são uma arte e um negócio. São principalmente um negócio, mas eu gosto de pensar em arte e como tal apreciá-la.

Reparem só com o que me deparei num simples pic-nic ao ar livre num parque numa cidade portuguesa:

vinho, localidade ou novela?

Vila Faia é um nome. Real ou inventado não interessa. Já por si, o nome evoca um ambiente bucólico, dada a natureza da flora nomeada e o tamanho do casario que uma vila tem. Mas esta vila não é uma vila, é uma casa. Uma casa que designa uma propriedade, uma família, uma história cheia de estórias…

E por falar em estórias… também é o nome de uma novela de televisão. Desconheço se o vinho veio depois da novela, o que aposto que aconteceu, ou se já existia e a situação sinérgica de um win-win direto apareceu consequentemente. Mas para o caso tanto faz. A trama de relações familiares ou de familiares com o local (as novelas têm de ter ingredientes dramáticos relacionais) faz com que os espetadores se indentifiquem com personagens, com situações, com gestos, com conceitos e vão fidelizando a presença e o contato. O nome vai ficando associado à estória, vai ser reconhecido quando se visita um supermercado ou mercearia e… de entre as mil e uma marcas expostas qual é a escolhida?

Claro que a marca familiar, reconhecida, amada ou odiada pelas associações que traz, vai fazer com que o comprador se sinta confortável e sinta que as expetativas que tinha serão satisfeitas. E o vinho… até pode ser descrito como menos bom numa prova cega, mas se se reconhece a marca: é bom!

Digam lá se não é preciso arte para fazer estes saltos mentais?

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