Tr3s de Bud e Lou

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Recentemente, tive a oportunidade de assistir a um pequeno ciclo cinematográfico dedicado a Abbott & Costello. Tenho de confessar que este duo cómico norte-americano nunca despertou muito o meu interesse e que após visionar os 3 filmes do ciclo não mudei de opinião. O que é curioso, porque os filmes estão bem cotados pelos utilizadores da IMDb.

Serei eu insensível à herança do vaudeville e artes circenses de Costello? Atualmente, ser-me-á assim tão penoso visionar um filme que usa e abusa das fórmulas do teatro de revista no que toca à sucessão de rábulas e à procura da cumplicidade do público?

De facto, foi especialmente difícil ver Abbott & Costello na Pândega, realizado por Jean Yarbrough em 1945. O momento alto será talvez apreciar a sua rábula mais famosa (Who’s on First?) naquela que é considerada por muitos a sua melhor versão… As gerações de cinéfilos mais recentes – ou nem tanto assim – reconhecê-la-ão do filme Rain Man – Encontro de Irmãos.

E se esta é a melhor parte do filme…

Abbott & Costello Fantasmas, realizado um ano mais tarde por Charles Barton, tem menos rotinas do duo – que pouco contracena, devido a tensões existentes na altura entre os atores – mas o argumento, apesar de entrar nos meandros do fantástico, é frágil e frequentemente não se adapta à representação exagerada de Costello.

Do mesmo realizador é Abbott e Costello e os Monstros, desta feita de 1948. Trata-se do primeiro de uma série de filmes em que a Universal se parodia a si própria ao agregar o duo cómico às suas personagens – e actores – dos filmes de terror. Neste primeiro filme, o humor centra-se no Monstro de Frankenstein (Glenn Strange, o sucessor de Karloff), Conde Drácula (Béla Lugosi), Lobisomem (Lon Chaney, Jr.) e ainda há tempo para um cameo do Homem Invisível (Vincent Price – neste caso, o protagonista da sequela e não do original do Homem Invisível da Universal).

Curiosamente, este filme foi considerado pelo American Film Institute como uma das melhores 100 comédias do século XX… Talvez o problema seja meu…

NPS

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