Os homens precisam de mimo

Ofereci à minha esposa o livro “Os Homens Precisam de Mimo” de João Miguel Tavares num ato de impulso. Não era um pedido (nada) camuflado para aumentar a dose de mimo recebido. O que motivou a compra foi ver que o livro tratava, em forma de crónica, de um dos temas sobre os quais gostamos de ler – o drama familiar de quem tem filhos, com humor q.b.. Meses mais tarde, a excelentíssima esposa lá se dignou a ler a oferta. Reparei que rapidamente o terminou, como aliás é seu apanágio. E, num momento solene de passagem de testemunho, disse-me que o autor tinha-a feito frequentemente se lembrar de mim. Questionei-a, como elemento básico do casal – leia-se o XY – se achava que eu precisava de mais mimo. Retrucou-me que o autor era extremamente parecido comigo. Lá tive de engolir a frase que me desiludia quanto a ser único e a curiosidade foi crescendo ao ponto de interromper as leituras que tinha para me tentar aperceber daquilo a que se referia. Não foi difícil… Realmente, são muito os pontos em comum, o que fortaleceu a minha posição cá por casa, como se algumas das minhas antes estranhas posições fossem agora consideradas… a norma. Atribuo a proximidade do discurso nalgumas reflexões mais à geração (sou apenas 1 anito mais velho) e à coincidência de vivências e contextos do que a um secreto plano cosmológico. E, felizmente para o meu autoconceito, a nossa opinião difere em muitos pontos. E estou disposto a prová-lo. Não faço a menor ideia sobre o que versará a próxima crónica do João Miguel Tavares no Correio da Manhã. Mas faço a atrevida previsão de que nunca vivenciei tal situação e de que discordarei de muito do que é dito… ou não :/  Depois, conto…

Ah, as ilustrações são do caro José Carlos Fernandes. Escreverei sobre ele no 100mural no futuro, sem dúvida…

NPS

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